#vaitercachorronocinemasim

 

Sonho com o dia em que poderei dizer este cinema é pet friendly. Ele ainda não chegou, mas não acho que esteja tão distante assim. Em 2018, a Nestlé Purina fez uma sessão de cinema pet friendly, como parte do #melhorjuntos, para convidados no Kinoplex Itaim. Foi sensacional. Vimos o filme “Os Incríveis 2”. No último domingo (24/02), a Sony promoveu a pré-estréia do filme “A Caminho de Casa” no Itaú Cinemas do Frei Caneca. Algumas pessoas foram convidadas e também teve ingressos à venda para o público.

E como seria uma sessão de cinema pet friendly?

Desde o ano passado, tenho vontade de entrar em contato com os cinemas e sugerir que algumas sessões sejam pet friendly. E depois deste domingo, resolvi ir adiante com os meus planos. O “não” eu já tenho, vamos em busca do “sim”! Afinal, um dos programas que eu mais gosto de fazer é ir ao cinema. E confesso: deixo de ir porque a Ella não pode me acompanhar. De repente, a oportunidade de isso acontecer me pareceu tangível.

cachorro e mulher dentro da sala de cinema do Itaú Frei Caneca
Cris e Ella no Itaú Cinemas, na sessão de Cinema pet friendly

Regras para tudo dar certo

Claro que teríamos regras. Os cachorros não podem latir. Se o pet se agita com barulhos, por exemplo, talvez este não seja o programa ideal para ele. Durante a sessão deste domingo, muitos cachorros latiram. Ninguém se importou. Existia uma empatia entre todas as pessoas na sala. Afinal, elas têm algo em comum: amor aos cães. Porém em uma sessão normal, isso não seria legal acontecer e os tutores terão de ser educados e conduzir seus pets. Eu sempre digo: nem todos os cachorros podem e devem fazer todos os programas. A Ella detesta água, ou seja, rafting não é o programa para ela. Já o escurinho do cinema no ar condicionado é seu número.

mulheres e cachorro em sala de cinema
Crise Ella, Su e Beethoven e Aline e Troy

Além disso, os pets também não podem fazer xixi. Vale levá-los para passear antes de entrar na sala. E alguns tapetes higiênicos podem ficar na entrada. Vi gente guardando uma cadeira para o cachorro. No dia do evento, isso não foi adequado porque a sala lotou. Mas gosto da ideia de ter esta opção e toparia pagar um ingresso extra para a Ella. Fica mesmo apertado sentar com um pet médio ou grande. O acesso ao cinema poderia ter um caminho determinado e elevadores exclusivos, como foi no evento.

Além da pipoca e refrigerante, os cinemas poderiam lucrar com a venda de petiscos e garrafinhas de água. Afinal, os pets vão virar clientes. E qual marca não vai querer colocar seu logo nos bebedouros? Antes de começar o filme, a Cobasi exibiu um comercial no telão. Alou Alou marcas do mundo pet, aqui tem espaço para todos! Hello, salas de cinema, vamos conversar?

#vaitercachorronocinemasim 

No começo, os cinemas poderiam liberar horários com menos movimento e, até mesmo, no domingo de manhã. Eu e a Ella certamente marcaríamos ponto. E não precisa ser só filmes sobre cachorros. Porque não um filme concorrente ao Oscar? Há quatro anos eu vivo 24X7 com a Ella, fazemos tudo juntas e são tantas oportunidades! Acho que chegou a hora dos cinemas nos olharem com seriedade e incluir na programação. Quem aí apoia o #vaitercachorronocinemasim?

pessoas e cachorros em sala de cinema
Leitores do Guia Pet Friendly juntos na sessão de cinema pet friendly

A caminho de Casa

O filme “A caminho de Casa” é fofo, tipo “sessão da tarde”. Ou seja, uma diversão para família. As crianças vão adorar: cheio de cenas de ação e cachorros queridos com final feliz. A protagonista é uma cachorrinha vira-latinha, que é adotada e “fala”. Não mexe os lábios, mas conversa com a gente pelos pensamentos. Ela “narra” o filme. E nós que temos cachorros, entendemos o que ela pensa. Quem nunca fez a voz do seu cachorro? O filme foi baseado no livro do escritor americano W. Bruce Cameron. Filme e livro têm o mesmo título.

cachorro ao lado do livro "A Caminho de Casa"
Theo e o livro que inspirou o filme!

Os destaques

Um dos pontos que eu mais gostei do filme foi ver o quanto o escritor e o diretor ressaltaram o benefício da relação entre pessoas e humanos. A mãe do Lucas (dono da Bella) sofria de depressão e a cachorrinha chega para justamente amenizar esta dor. Na jornada da Bella de volta à casa (o grande mote e climax do filme) ela passa na vida de pessoas que precisam de um animal. Entre elas o morador de rua que diz “você é tudo que tenho”.

Lucas e Bella do filme "A Caminho de Casa"
Lucas e Bella

Achei bárbaro o casal de gays que adota a Bella temporariamente. É o novo modelo de família, dos tempos atuais, onde os animais ganham status de entre querido e a cena da foto dos cães no porta-retrato, deixa isso muito claro. A amizade, sem dúvida, é o ponto forte de toda a trama. Da Bella com o Lucas. Da Bella com a Gatona (tigre em computação gráfica) que convive com ela por dois invernos na floresta do Colorado. E para quem tem um cachorro este sentimento é latente e presente. É o vínculo mais nobre que temos com estes seres peludos, que completam nossas vidas e nos deixam pessoas melhores.

cachorro na floresta nevada
Bella na floresta do Colorado

Conclusão

O filme é bonitinho e para o público de até 10 anos. Para mim, a melhor parte foi ter a Ella ao meu lado. Eu derrubei o refrigerante e a pipoca. Fiquei torta com dor nas costas de segurar a Ella no colo. No meio do filme, ela deitou aos meus pés, depois de eu montar um “pequeno acampamento” impedindo que ela comesse a pipoca ou lambesse a coca-cola. E sabe? Apesar de todo este trabalho, ter ela bem pertinho é o que mais me deixa feliz. Afinal, ela estabiliza minha pressão e faz bem para o coração. E uma coisa eu tenho certeza: quem entende deste amor e lealdade sente o mesmo. Portanto, se depender de mim, vai ter cachorro em todos os lugares sim!

rapaz e cachorro em pré estréia do filme A caminho de Casa
Ella e o ator Enrico Cardoso na pré estréia do filme