O Oscar vai para os pets

Você já notou como gostamos de seguir listas de indicados de revistas, jornais, guias e blogs? Justo, né? Alguém teve o trabalho de fazer uma curadoria e a “audácia” de assinar embaixo e assegurar que suas dicas são quentes. Por aqui já fizemos o mesmo: publicamos diversos roteiros de locais para ir na companhia dos pets. 

Coluna publicada para o Estadão.

E os festivais de cinema e música? Oscar, Cannes, Tiff, Sundance, Grammy… Vence o melhor? O nosso preferido? Nem sempre, mas quem tem a sorte e competência de levar a estatueta para casa será conhecido e lembrado por muita gente. O filme ganhador, sem dúvida, terá a maior audiência, mas os indicados estarão na radar do público. Ou seja, listas e festivais servem para agitar a indústria e gerar uma disputa saudável. 

Pensando nisso e nos 132 milhões de animais de estimação no Brasil (IBGE 2013) que moram em 44% dos lares brasileiros, ou seja, em 28 milhões de residências achei que os pets mereciam um prêmio só deles e assim criei o “Melhor Pet Friendly”. 

Como todo prêmio, começamos com os indicados, que foram escolhidos pela Ella, a cachorrinha com cara de hipopótamo na foto da coluna comigo. Para ser democrático e inclusivo, criamos a votação pelo voto popular (que eu chamo de leitor) e do time formado por cães jurados. Durante duas semanas, os pet lovers puderam votar nas 13 categorias e 60 concorrentes através do Instagram do Guia Pet Friendly. O sucesso foi imediato, tanto os locais indicados quanto o público interagiram e curtiram a ideia de ter um prêmio para chamar de seu. 

E a noite de entrega dos prêmios pelo voto do júri? Bem, com a pandemia achamos prudente fazer uma cerimônia virtual e deixar a  presencial para a segunda edição, que vai acontecer ainda em 2020. Ela aconteceu pelo IGTV e  foi ao ar no último domingo às 20 horas. O lado bom do mundo ON é que podemos assistir a qualquer momento. 

Segredinho dos bastidores? Quem ganhou está feliz, é claro! E quem não levou o prêmio, já disse: me aguarde na próxima edição. Tenho certeza que este movimento fez com que os lugares queiram atender melhor os pets e desejar estar na lista dos próximos indicados. No final da história, o Oscar vai para os pets! 

E o que nos motiva a querer ficar mais tempo com nossos pets? A psicóloga Sônia Russo levanta alguns pontos que deixam claro essa dependência emocional: a companhia de um cão estimula o sistema límbico do cérebro, que interfere nas emoções. A relação de afeto que é estabelecida com eles aumenta os níveis de oxitocina e a produção de serotonina e dopamina, que são responsáveis por combater a depressão e sentimento de solidão e consequentemente favorecem a felicidade e bem-estar. A gente nem sabia disso tudo e já fazia sentido viver com eles, né?