Meu pet pode assistir o jogo do Brasil em um barzinho?

“Meu pet pode assistir o jogo do Brasil em um barzinho?” Garanto que você já se fez esta pergunta. Eu só me dei conta de que esta também era uma dúvida minha quando gritaram GOOOLLL, eu estava no meio de uma muvuca e vi as orelhinhas minúsculas da Ella levantarem. 

Se para muita gente futebol é paixão, sofrimento, entrega, grito de gol, lágrimas e suor…. para mim, ele é um bom (ótimo!) motivo para encontrar os amigos. Estou adorando esta Copa do Mundo. Todo jogo é uma agenda social para nós: eu e a Ella. Afinal, fazemos todos os programas lado a lado. TODOS. 

O primeiro jogo eu vi no Marriott Executive Apartments, na Vila Nova Conceição, capital paulista. Estávamos hospedadas para fazer uma reportagem do #melhorjuntos. Convidamos a Ana e sua Antonella (sharpei como a Ella) para nos visitar e assistimos o empate entre o Brasil e Suíça na tranquilidade da salinha deste apart que é um charme. Independente do empate, a Ella comemorou a visita da amiga e ainda modelou. 

O segundo jogo foi na Pousada Pegada da Onça, em Tapiraí. Desta vez, a Suely com o Beethoven e o André com o Nikko foram nossos companheiros. A Pegada fica na Reserva do Lageado das Águas em um local pacato e com absoluto silêncio. Eram apenas nossos gritos de GOL, quando o Brasil marcou 2 contra a Costa Rica que foram escutados. 

A partida contra a Sérvia também foi na paz. Fomos convidadas para ir à casa do André e do Nikko que nos receberam com comidinhas apetitosas e drinks gelados. Nem sei o que eu mais gostei: do placar 2X0 para o Brasil ou da calorosa recepção. Apesar de estarmos no meio da cidade, nenhum barulho deixou os cachorros mais alvoroçados. 

Bem, todo mudou quando a seleção entrou em campo contra o México, pois neste dia resolvi assistir em uma padoca, a Bread&Co. Eu e a Ella fomos com a minha prima. Sentamos em uma mesinha na área do deck coberto. Eu estava mais interessada em bater papo com a Sil do que acompanhar cada jogada. A Ella, deitada no seu colchonete, olhava ao redor e tirava pequenos cochilos. Tudo absolutamente normal, como qualquer dia que saímos para almoçar fora. Isso até a hora que a bola encostou na rede. Quando o Brasil marcou 1 X 0, as vozes se fizeram ouvir, as cornetas tocaram alto e a Ella levantou as orelhas. 

Veja bem, a Ella está muito muito muito (!) acostumada a lugares cheios e sons altos. Mas ainda assim, ficou alerta. Em momento algum, fez menção em fugir. Apenas se mostrou atenta. O que eu fiz, mesmo sem saber se agia corretamente? Comemorei com ela. Fiz festa e carinho. Mostrei que todo aquele barulho era uma coisa boa. 

No segundo gol, ela veio brincar comigo. Ufa, eu havia feito um golaço. Minha atitude de mostrar a ela que não havia nada a temer e que o barulho era start para nosso momento de bagunça a tirou de uma situação de pânico. Depois, me dei conta de que meu treino havia começado com os trovões em dias de tempestades. Quando ela vinha pedir colo, eu simplesmente a ignorava. Hoje, ela não dá a mínima para eles. 

Ou seja, ao decidir onde você verá o jogo do Brasil contra a Bélgica na próxima sexta-feira, leve em conta a personalidade do seu pet. Como eu não sou expert em comportamento canino, apenas vivo 24X7 do tempo com a Ella, fiz um bate-bola com o médico veterinário Jonatas Rovetta da Vet Atende (que faz atendimento domiciliar 11 99871-4666). Eis o que ele conta para nós:

1.) Que personalidade de cachorro pode assistir a uma partida do jogo do Brasil em um bar cheio e barulhento?

Cães calmos e sociáveis, que fiquem tranquilos perto de muitas pessoas estranhas ao seu convívio, não se assustem com barulhos e tenham o hábito de passear com frequência. 

2.) Quais os cuidados necessários nestes locais?

Quando chegar ao local, de uma volta para que o animal conheça o ambiente e fique mais tranquilo. Não deixe-o sozinho, pois pode gerar insegurança. Tenha sempre água disponível e evite locais muito quentes.  E fique em um cantinho um pouco mais reservado ou o acomode embaixo da mesa e bem perto de você para evitar que alguém pise no rabo dele por engano. 

3.) Na hora do gol, teve muito barulho. Notei que a Ella ficou com as orelhas em pé. Brinquei com ela mostrando que aquilo era algo bom. Agi corretamente?

 Você fez certo sim, tem que mostrar para o cão que todo aquele barulho não é sinônimo de preocupação. Deixá-lo calmo para ele ir se acostumando cada vez mais.

4.) Para os cães sensíveis a barulhos fortes, quais são as alternativas?

Para esses cães recomendo que frequente locais onde esteja acostumado. A casa deles seria a melhor opção. Outra boa alternativa é a faixa de conforto Linda Tellington Jones, na qual consiste em “abraçar” o animal com uma faixa que envolve o pescoço o tronco e a lombar oferecendo conforto e segurança psíquica. Cada animal pode reagir de maneira diferente, mas vale a tentativa. Veja aqui o passo a passo de como amarrar.

Também convidamos a veterinária Alexandra Mattiazzo a dar dicas de florais para os cães que ficam agitados nos dias de jogo.

“O floral de Bach deve ser dado o quanto antes: uma semana de antecedência é o ideal. A mescla de Aspen é indicada para medo desconhecido, ansiedade e apreensão e o Rock Rose para situações de terror, medo extremo, pânico e pavor. O floral deve ser preparado na farmácia sem uso do álcool. Basta dizer que é para os nossos anjos de 4 patas e a farmacêutica irá prepará-lo para você.

Dias antes da festa, dê por via oral 4 gotas, 4 vezes ao dia. Assim ele sofrerá menos. Deixe-o em um quarto tranquilo e quentinho para evitar o stress. Outra dica é colocar um protetor de ouvido, que você encontra em lojas que vendem equipamentos de EPI. 

Contatos dra Alexandra: (11) 968181313, www.tvpapodebicho.com