A Barra também é pet friendly!

Pela janela do carro, eu via os morros e o céu. Como é lindo o Rio de Janeiro! Escutei a Cris dizer que íamos da zona sul para a Barra. Ah, claro, a Barra que também é pet friendly. Já a conheço de outros carnavais. Inclusive, adoro correr na praia da Barra.

E lá fomos nós fazer check-in no “hotel irmão” que a Tia Pam é gerente. Chegamos ao Best Western Premier Barra no comecinho da tarde. Ao entrar no quarto, que tinha caminha e potes – para tomar água e comer minha ração – fui convocada para modelar.

Antes que a gente fizesse a maior bagunça, a Cris queria tirar fotos comigo para mostrar como o quarto é bacana. Assim, outros pets também poderão se hospedar por lá. Nós temos o delicioso trabalho de provar e, se for bom, aprovar os lugares. E, sim, o BWP Barra está aprovadíssimo.

Quem espera sempre alcança, né? Bem, naquele final de tarde voltei a pisar na areia. Ah, fui IMENSAMENTE feliz. A Tia Lan, nossa companheira de viagem, e a Cris foram para o quiosque Aloha que fica na beira da praia. Sentamos nas espreguiçadeiras e elas pediram uma porção de peixe e um espumante. Ficaram no maior papo vendo o sol se pôr, enquanto eu olhava o movimento (via minha TV).

Ao escurecer, fomos para a areia. A Cris não quis ir antes comigo para a beirinha da praia porque tinha muita gente. Mas como na Barra tem iluminação, pode anoitecer que dá para correr bem rápido sem se perder. Corri, corri e corri.

O dia seguinte foi muito, muito, muito especial. Olhem que máximo: tem uma piscina na cobertura do hotel e no alto bate um ventinho delicioso. Levantamos cedo e fomos para lá, nós três, colocar o bronzeado em dia.

Lá pelas dez e meia, a tia Lan e a Cris foram tomar café da manhã. Eu fiquei no quarto, pois as mesas pet friendly ainda não tinham sido descobertas. Já estava cochilando e aceitando meu destino de ficar só (fazer o quê?) quando a porta abre e a Cris me diz: vem comigo! Em um milésimo de segundo, pulei da cama e fui feliz e faceira. A Cris é demais!

No final de tarde, voltamos para o Aloha para encontrar a Tia Maysa, que não levou o Nero. Fiquei tri chateada, mas ela prometeu que na manhã seguinte eu poderia, finalmente, conhecer o border collie mais galã da Barra. Quase não dormi aquela noite.

O despertador tocou às seis e meia da manhã. Eu abri os olhos incrédula (porque tão cedo?), mas logo lembrei do encontro com o Nero e tratei de me arrumar. Chegamos à beira da praia um pouco antes dele. Quando o vi de longe, meu coração disparou. Tentei correr, mas a Cris segurava a minha guia e dizia: “Ella, vai com calma, não vai assustá-lo”. Como eu poderia ter CALMA em uma hora dessas? Não havia nada diferente que ela pudesse me pedir? Algo mais sensato? Tudo, menos calma. Mas OK, lembrei como os meninos são mais lentos e tentei me segurar.

Aproximamo-nos, cheiramos e minha guia foi solta. Começamos a brincar, mordi as canelas dele e corri em círculos – como faço quando estou extremamente feliz. No princípio, ele entrou na minha. Eu me esforcei ao máximo porque conheço a fama dos border collies de serem ligeiros. Mas, de repente, sem mais nem menos, o Nero me ignora e fica em cima da Tia Lan. Dá para acreditar? Tentei mais algumas vezes chamar a atenção dele. Pura perda de tempo. Sabe o que eu acho? O Nero é guri de apartamento. Isso, mesmo. Mi-ma-do. Ah, desculpe tia Maysa, mas estou decepcionada com o seu neto. Sabem como são as mulheres: criamos a maior expectativa. Bem, logo o Nero foi embora porque estava ficando quente. Sacudi a poeira (areia neste caso), aproveitei a praia e pensei: nem tô, queria mesmo ficar sozinha, azar o dele, me perdeu. A fila anda…

Beijo grande, Ella