Tudo ia muito bem, obrigada. Estávamos no Rio desde sexta-feira, a quatro dias exatamente, quando eu acordo com febre. A Cris me conhece como a palma da mão dela. O primeiro sinal que eu dei e, que ela pegou no ato, foi eu não querer comer. Sim, eu sou uma tremenda comilona. Ela me olhou desconfiada, mas ainda não quis acender as luzes de emergência. Descemos para passear e tudo foi normal: cheirei um milhão de vezes todos os cantinhos, fiz xixizão e cocô bem durinho. Brinquei com a turma fofa do Best Western Arpoador (vocês já leram este post?), mas segui sem querer comer. Dúvida no ar…
Por Ella Fitzgerald

A comilona não quis comer: alerta!

 

Como chiclete: Cris & Ella

A Cris foi tomar café da manhã e eu fui junto. Ela perguntou para a turma do hotel se as primeiras mesas, um pouco antes de chegar no restaurante, eram pet friendly e a resposta foi sim (oba!). A Cris SEMPRE dá um jeito de ficarmos juntas. E quando ela sai sozinha se sente um peixe fora d’água. Eu também sinto a falta dela e faço aquela cara de pobre coitada quando vejo que está saindo sem mim, mas fico numa boa e durmo o tempo todo porque sou uma dorminhoca profissional. A Cris sofre mais, tadinha.

 

Lá vem a supermãe!

O segundo sinal de que algo ia realmente mal foi dado quando me afastei dela. Meu corpo estava dolorido (muito dolorido) e ela me aperta muito. Sim, eu sei que minhas bochechas são irresistíveis. Na verdade, esta é a minha forma de comunicar: preciso de ajuda. Ela entendeu no ato. Voltamos para o quarto, a necessaire amarela foi aberta e veio aquele termômetro que eu de-tes-to. Não sei porque faço tanta manha, nem dói. A Cris passa um creminho e coloca bem devagarzinho o tal medidor de temperatura no meu… vocês sabem! Bingo, quase 40 graus. Em segundos, a Cris se transformou na SUPER MÃEEEE! Antes de eu chegar na vida dela existia o Cozumel, um cocker que faleceu vovô e que exigiu muitos cuidados nos últimos sete meses de vida. Desde que eu a Cris nos conhecemos eu dou trabalho, já tive tantas doenças, mas isso é assunto para outro dia.

 

Cris e o Cozu quando eu ainda não tinha nascido

#amominhasupermãe

Para baixar a temperatura: dipirona. Como a Cris diz: “ela tira a febre com a mão”. Pura verdade, em 15 minutos eu já me sentia bem melhor. Depois de meia hora, ela repetiu o procedimento de colocar aquela coisa branca compridinha no meu bumbum que marcou 38.5 contra os 39.8. A Cris vibrou e respirou aliviada. Ao mesmo tempo, que escrevia para o veterinário em busca de instruções, desmarcava a trilha para o Morro dos Dois Irmãos porque eu ficaria muito tempo sozinha e ela não queria tirar os olhos de mim. #amominhasupermãe

Aplicativo Pet Friendly

Tudo sob controle

Não sabemos ao certo se a febre foi causada pela vacina contra raiva, que eu tomei dias antes, ou pela picada de inseto que havia gerado uma feridinha na parte de dentro da minha coxa. Mas como a minha Supermãe é precavida, ela tinha na bolsinha amarela um antibiótico e protetor gástrico frutas vermelhas que eu AMO. Sim, antes de viajarmos consultei o tio Luiz, meu dermato do coração, que prescreveu um remedinho caso a feridinha não melhorasse com o spray. Levou uma hora para a situação estar sob absoluto controle. A febre já tinha baixado, eu tinha comido e o tratamento havia dado start.

 

Eu e o Dr. Luiz, meu dermato do coração

Quem tem uma super mãe aí levanta a pata!

Ahh posso ter nascido com a saúde frágil, mas ganhei a melhor mãe EVER. Eu nasci dia 5 de julho e o Cozu virou estrelinha no dia 5 de novembro do mesmo ano. Estava tudo escrito. A Cris ia ser minha mãe humana, ela ia me cuidar e eu cuidar dela. Quando o Cozu faleceu porque estava muito muito muito vovô a Cris ficou furiosa com Deus, é que ela tinha tanto amor e fôlego para seguir cuidando dele… Mal ela sabia que viria cuidar de mim. O Cozu havia cumprido o tempo dele na Terra e eu precisava de uma Cris na minha frágil vida. Qualquer dia desses, conto a história do meu antecessor –  é tri bonitinha.

 

Cris com o Cozu quando ele estava internado e ganhou alta. A Cris não desistiu dele, nem por um minuto. 

Até meu próximo post. Beijo grande, Ella.

Best Western Premier Arpoador : R. Bulhões de Carvalho, 337, (21) 3609-3200, www.bwarpoadorhotel.com.br/

Tenho certeza que você e seu catioro vão gostar desta dica!

5 lugares pet friendly no Rio