a viaa vidapor ELLA

Olá, bem-vindos ao segundo post do meu blog. Fiquei pensando sobre o que iria escrever e achei que ia ser bacana contar como é a minha rotina. Bem, minha rotina é não ter rotina, mas mesmo assim, algumas coisas sempre se repetem. Um dia tradicional na minha vida envolve acordar cedo, entrar no táxi, chegar ao escritório do Pet Booking, deitar na minha caminha (sim, eu tenho uma cama por lá também) e dar as boas vindas aos que chegam depois de nós. Eu sei diferenciar o toque do telefone do da porta e vejo que todos ficam surpresos com a minha destreza. Confesso que não entendo o porquê, afinal são barulhos tão diferentes. Ok, ok nós cachorros escutamos de forma bem mais apurada.

Eu e a Cris dormimos com a janela aberta. Nesta época do ano, o dia clareia pelas 6h30, mesmo horário em que os aviões aterrizam no aeroporto de Congonhas, que fica bem perto da nossa casa. Incrível como ela acorda logo que o céu fica claro e os aviões fazem barulho. Quando tem alguém dormindo com a gente, eu não me levanto. Por exemplo, a tia Ari volta e meia vem de Porto Alegre nos visitar. Adoro quando isso acontece porque posso dormir até mais tarde. Ufa, queria que ela viesse mais vezes seguidas.

Nos dias normais, a Cris levanta e eu dou um pulo junto. Não posso correr o risco de ser deixada para trás. Tenho pavor de ficar em casa. Não é que eu não goste de ficar dormindo na nossa cama, adoro. É que só de pensar que vou perder a chance de ver o mundo lá fora, fico nervosa. Eu AMO o mundo!

A Cris acorda e vem me apertar: beija minhas bochechas sem parar, faz cafuné atrás das minhas orelhas e me deseja bom dia com um bom humor que fico quase pasma. Como alguém pode acordar com tanta disposição? Como? Correspondo o amor e entusiasmo dela abanando meu rabo o mais rápido que posso. É um tremendo esforço, logo cedo, mas vale a pena. Ela me diz o quanto eu sou importante na vida dela, canta musiquinhas para mim e eu me sinto a cachorra mais especial do universinho. Nunca pensei que minha vida seria tão boa!

Às vezes, pulo da cama. Às vezes, fico deitada na pontinha com um olho aberto e outro fechado e vou acompanhando o movimento. A Cris entra e sai do banheiro mil vezes. Passa muito rápido pela cozinha, caminha em círculos e vai procurando coisas para colocar dentro da bolsa. O indício de que realmente farei parte do programa é quando ela pega a minha coleira e guia. Desta hora em diante, respiro aliviada. Semana que vem, vou contar sobre o quanto eu gosto de ver televisão. Mas não pense que é uma TV normal. Não, não. A minha televisão é em tempo real, o máximo! Nos vemos domingo que vem?

Lambidas, Ella.