E, de repente, meu cão ficou velhinho. O tempo passou tão rápido. Lembro quando o Magnum não conseguia mais subir um lance de escada na volta dos passeios e de quando o Cozumel parava no meio da volta que costumávamos dar no Ibira. Ah que tempos duros, mas também onde pude cuidar e sentir o amor e gratidão que tinham por eu estar ao lado deles naquele momento de total carência e necessidade. A Dra. Nat Ardizon em um texto envolvente e encantador nos esclarece sobre algumas características dos cães velhinhos e o que você pode fazer para deixar a terceira idade do seu melhor amigo melhor!

Todo mundo tem uma paixão na vida, o que mais gosta de fazer. A minha paixão é a veterinária, meus bichos, meus pacientes. A cada atendimento eles deixam um pedaço de carinho gigante comigo, e eu retribuo da melhor forma possível, deixando suas vidas mais saudáveis e com muita qualidade de vida.

E falando em qualidade de vida, quem não conhece um cão ou um gato idoso? Você sabia que os vovôs têm alguns problemas de saúde exclusivos da terceira idade? Você sabe se o seu pet sente dor? Se tem algum problema articular? O coraçãozinho dele está saudável? Se você já se perguntou isso, ou conhece alguém que está passando por isso, vou dar algumas dicas de como perceber se a qualidade de vida dos pets mais velhinhos está boa.

Neste último fim de semana, fui ao Simposio Agener Pet, com palestras do Dr. Hélio Autran, professor muito conceituado na área de medicina interna veterinária. E vou contar para vocês várias novidades e dicas que foram discutidas lá.

Na terceira idade é comum a degeneração das cartilagens, ou seja, artrite, artrose, descalcificação dos ossos. Esses processos costumam ser muito dolorosos para o animal. Ás vezes levantar da própria caminha já se torna um ritual difícil e doloroso. Então esteja sempre alerta, perceba se o seu pet estiver com dificuldades de caminhar, levantar, correr, se ele evita se abaixar para fazer suas necessidades, ou tem dificuldade de baixar a cabeça para beber agua ou comer naquele potinho baixo.

Todos esses sinais são característicos de dor articular. A obesidade nestes animais também é um fator muito negativo para a dor. Existe um consenso de que animais na fase adulta acima do peso ou obesos tem menos anos de vida que animais magros nesta fase. Ou seja, cuidar do peso do seu pet na fase adulta faz toda a diferença em se tratamento de longevidade. Outra vantagem do peso ideal seria de evitar o excesso de carga sobre as articulações.

Os pets mais velhos também sofrem de disfunção cognitiva, que se assemelha ao Alzheimer no ser humano. Então aquele velhinho que não quer mais brincar, que não lembra mais onde fica o tapetinho higiênico, fica latindo no meio da noite e dorme durante o dia, ou fica rodando com olhar vago, e que não reconhece o próprio dono.  Se o seu pet tem ao menos dois destes sinais, ele pode estar tendo esse distúrbio cognitivo. Vários nutraceuticos e medicações auxiliam uma melhor qualidade de vida para esses animais, reduzindo bastante os efeitos maléficos dessa doença no paciente.

Todo animal tem direito a uma vida digna, e temos que ter paciência com nosso senhorzinho de quatro patas, pois na terceira idade é que eles mais precisam de nós, e precisamos retribuir todo o carinho que eles nos deram ao longo da vida.

por Dra Nat Ardizon

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