O Chalés do Holandês é pet friendly, fica na Praia de Bombas em Santa Catarina e foi provado e aprovado pela vira-border Lisa, melhor amiga da Ella e catadora profissional de bolinhas.

Convidamos a Lisinha para desempenhar o papel de jornalistinha pet e ir à Santa Catarina fazer uma reportagem na Praia de Bombinhas. Ela ficou hospedada no Chalés do Holandês e nos conta como os pets são tratados por lá e qual é o passeio mais bacana da região.

Chegamos ao Chalés do Holandês, na Praia de Bombinhas em Santa Catarina, com a calorosa recepção da Lissania e da gatinha Missi Missi. Foi como se estivéssemos chegado em casa depois de muito tempo fora. Nos sentimos à vontade. No check in recebemos uma cestinha com os controles do portão, televisão, protetores de mosquito, cartinha de boas-vindas e panfletos dos restaurantes da região.

Espaço pet friendly: os pets podem circular por todas as áreas comuns, sempre presos na guia. As únicas áreas restritas são a piscina e o playground das crianças. Os cães possuem uma área pet, que acaba de ser inaugurada. Lisa teve muita sorte! Há brinquedos de rampa, túnel, cata-caca e lixeira. O parquinho é perfeito para os cães menores. Ainda assim, a Lisa (que é porte médio e tem bastante energia) teve espaço para correr e pegar a bolinha.

Os chalés são equipados com cozinha completa: fogão, geladeira, microondas, louça, talheres e panelas. Parece uma casa de praia. O quarto é confortável, tem ar condicionado e cobertores quentinhos.

A Lisa não dorme na nossa cama, mas no nosso quarto. Então, levamos o colchonete para ela ter um cantinho confortável. A pousada tomou o cuidado de forrar o sofá para que a Lisa pudesse usar. Além de receber animais, eles se preocupam com os impactos gerados ao meio ambiente, por isso, usa produtos de limpeza naturais.

A pousada tem agradáveis espaços no jardim, churrasqueiras e uma sala de jogos com espaço kids.

O mês de outubro é temporada de chuvas em Santa Catarina, mas tivemos sorte. A previsão era de chuva, porém o dia amanheceu com sol e estava quente. A Lissania nos apresentou o Luiz, que foi nosso guia na trilha para o mirante Eco 360 e para o Museu de História Natural.

O mirante, como o nome sugere, tem uma vista de 360 graus para Bombinhas. Ele fica no caminho para a praia da Tainha. Para chegar nele é necessário fazer uma trilha de 10 minutos com nível médio de dificuldade. Vale muito a pena! A vista é maravilhosa! Cães pequenos são permitidos no colo. Os cães de médio e grande porte devem ir na coleira por segurança. Lisa e Sissi (mascote DOG da pousada) receberam uma liberação especial para irem soltas porque estavam realizando o trabalho de jornalistinhas do Guia Pet Friendly.

Só podemos sentir gratidão por esta recepção: encontramos pessoas apaixonadas pelo que fazem e pelo lugar que moram. E conscientes da necessidade de preservação, sem deixar de proporcionar a melhor experiência aos turistas.

O começo da viagem e os perrengues até chegar ao paraíso

Saímos de São Paulo no dia 04 de outubro rumo à Santa Catarina. Esta foi a nossa primeira experiência real na estrada com a Magali (nossa kombi ano 1996). Anoiteceu antes de chegarmos em Curitiba. E, subitamente, nos sentimos engolidos pela estrada. A kombi não teve vez na serra. Confesso: entrei em pânico. Eram caminhões de grande porte e ônibus em alta velocidade. Perdemos a entrada do posto de gasolina. E quando nos demos conta, estávamos com o combustível na reserva. O que já estava difícil, virou uma corrida contra o tempo. Então, veio  a luz no fim do túnel: o pedágio. Descobrimos que o próximo posto de gasolina estava a 43 quilômetros! Não chegaríamos.

Paramos no SOS e pedimos ajuda. Encarar que estávamos quase sem combustível era muito mais sensato do que ficar sem. O SOS guinchou a Kombi. Tivemos que voltar 13 quilômetros. Decidimos que esta seria nossa primeira noite a bordo da Magali estacionada no posto que era 24 horas. Logo, foram chegando caminhoneiros que tinham o mesmo plano. Foi então que conhecemos o Márcio: um gaúcho simpático, advogado de formação e caminhoneiro por circunstância, que nos deu sábios conselhos de como “sobreviver” na estrada. E, ainda, nos presenteou com um item fundamental que nos faltava: um mini botijão de gás. Dormimos tranquilos e na manhã seguinte acordamos com o café quentinho feito no caminhão do nosso mais novo amigo.

Passamos por  Blumenau, Pomerode, Navegantes e Balneário Camboriú antes de chegar em Bombinhas. O mais impressionante foi que a Lisa se adaptou à rotina da viagem mais rápido que nós. Às noites que dormimos na Kombi, ela era a primeira a se ajeitar na cama. E todas as vezes que pedimos para ela subir no banco, já entendia que estávamos prontos para partir.

Ao chegarmos em Balneário Camboriú, o pedal da embreagem da Magali caiu. Estávamos em plena Quarta Avenida, uma das principais da cidade quando ficamos “na mão”. Tivemos uma sorte imensa, pois isso aconteceu em frente a parada de táxi em que a Debora, esposa do Paulo (mecânico especializado em consertar kombis) estava sentada. Depois de três horas e meia, buscando a peça pelas lojas da cidade e vizinhança, enfim, a Magali estava arrumada e pudemos seguir para o Chalés do Holandês que nos daria o “abraço” que tanto precisávamos.